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terça-feira, 2 de abril de 2013

GCM cria grupo antioperação delegada em Sto.André


A GCM (Guarda Civil Municipal) de Santo André formou comissão para barrar a Operação Delegada na cidade. A primeira ação do grupo será realizar movimento contrário à atividade na audiência pública, marcada para ocorrer dia 15 de abril, na Câmara, liderada pelo vereador Edson Sardano (PTB). A categoria avalia que a implantação do sistema no município desvalorizaria os servidores da corporação, além de onerar os cofres públicos com serviços já pagos pela população.
O guarda José Pedro da Silva, há 13 anos no cargo, avaliou que a operação tende a diminuir o poder de investimento da Prefeitura - são gastos de R$ 160/dia por soldado e impacto anual de R$ 770 mil somente ao contabilizar custo de 40 policiais, sem efetivo de oficiais. Segundo o servidor, a atividade é serviço já feito pela GCM e, por isso, o Paço gastaria duas vezes pela mesma coisa. "É forma equivocada de tentar resolver o problema de Segurança. Medida paliativa."
Sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em novembro de 2011, a prática estabelece convênio entre a SSP (Secretaria de Segurança Pública) para que os policiais militares auxiliem o patrulhamento de responsabilidade municipal nos dias de folga, recebendo salário-extra.
Representante da GCM no Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) da cidade, Ana Paula Simeão argumentou que a operação mostra a incompetência do governo estadual frente ao aumento dos índices de criminalidade. "É dever do Estado (cuidar da área de Segurança). O município já tem como custeio o aluguel do batalhão, material, viaturas, água, internet. Gastos adicionais vão representar o sucateamento maior da guarda."
Atualmente, a GCM tem efetivo de 700 integrantes. Há 11 anos na corporação, o guarda Odilon Eduardo de Oliveira alegou que não há estudo concreto de diminuição significativa da violência em cidades que aplicaram a medida. "Vemos apenas como lobby do vereador (Sardano). Munícipe será taxado de modo desnecessário", disse, ao completar que a comissão buscará apoio na comunidade e coletará adesões a abaixo-assinado contra a operação.
Governos petistas veem a medida como a oficialização do ‘bico' para policiais. Oposicionista, Sardano avaliou que a atividade não é excludente em prejuízo a alguma corporação, rechaçando também ser a solução do problema da criminalidade. Para o petebista, a ação não substitui outra e é apenas complementar. "É direito da guarda se mobilizar, mas a audiência será para refletir. Em outros municípios deu certo."
O petebista afirmou que o benefício passa pelo Executivo municipal ter o direito de agir em cima do problema. De acordo com Sardano, o gestor coloca os policiais onde contém maior taxa de incidência, o que contribui para coibir a violência. "O prefeito põe o agente no circuito da demanda da cidade. Faz força-tarefa em locais pontuais, lugares específicos. Não há prejuízo nisso."
Fonte:DiárioDoGrandeABC
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